Começo por dizer que o dia da meia maratona foi oficialmente o dia que mais sofri a nível físico. Uma meia maratona não era uma prova que contava participar nesta altura da minha vida, algo que há coisa de dois anos atrás nunca viria sequer a ponderar. Ainda estou numa situação que preciso de perder peso, embora já aguente várias distâncias e tempos e a bom ritmo, algo que tenho vindo a melhorar graças aos treinos do Correr Lisboa, que participo às terças-feiras desde Setembro do ano passado e também às provas de 10k que já participei. 

Sobre a meia maratona, ainda tentei ganhar dorsal nos treinos do Correr Lisboa, mas como sempre sem sorte (juro que aquilo está organizado), através de um contato amigo veio a oportunidade de participar com convite e na altura pensei, já que vou sem pagar aproveito e tento a meia. Até ao dia da prova fiz vários treinos, sendo o maior a rondar a hora e meia (que acabou por ser o maior tempo que já aguentei a correr sem paragens), nesse dia, no final do treino, senti que podia aguentar mais um pouco mas preferi não puxar.

A última semana antes da prova passou com muito nervosismo e ansiedade, mas sempre a comer e a dormir bem, infelizmente dormir foi algo que não fiz muito na última noite. No dia da prova tomei um bom pequeno-almoço para evitar males a meio caminho e pelas 8:30 lá me dirigi ao comboio em Entrecampos, o comboio ia cheio e nas paragens seguintes foram poucas as pessoas que entraram, logo aí vi que a confusão durante a manhã toda ia ser muita. 

A ida da estação do Pragal até à ponte fez-se sem problemas, só na chegada à ponte é que a confusão foi maior e não cheguei a tempo de entrar na foto de grupo do Correr Lisboa. Para passar o tempo fiz o meu aquecimento à medida que o tempo ia também aquecendo, chegou entretanto a hora da prova.

Desde criança, que ao passar de carro a ponte 25 de Abril para ir para a praia na Costa da Caparica, que me imaginava um dia a percorrer a ponte a pé e esse dia finalmente chegou e aproveitei o momento ao máximo ao ir a um ritmo lento para garantir que me ia aguentar o melhor possível na prova. 

Assim que cheguei a Alcântara já havia caras conhecidas do Correr Lisboa a incentivar. A ida até ao Cais do Sodré e voltar a Alcântara correu muito bem, mas depois vieram as dores, principalmente nas canelas e fui obrigado a prosseguir a andar e foi aqui que veio o poder do Correr Lisboa, unidos pelo amor à camisola, várias foram as pessoas que me incentivaram a correr, algumas conheço de cara dos treinos de terça-feira. 

A cada incentivo a minha mente forçou o corpo a correr, sempre com algum ponto de destino como objetivo, fosse uma ponte pedonal ou semáforo. Cada posto de abastecimento era como um oásis, uma garrafa de água para refrescar a cabeça, uma para beber na altura e outra no bolso em caso de emergência antes do próximo posto. Não me lembro das vezes que parei mas estiveram entre as 6 e 8, sofri muito, imenso até, mas não desisti, essa palavra não faz parte do meu vocabulário desde que comecei a correr no verão de 2014 para perder alguns dos 130 quilos que tinha na altura. 

A chegada à meta foi um alívio enorme, finalmente podia respirar e vislumbrei a Sandra do Correr Lisboa e aproveitei para fazer pose para ter uma fotografia para a posteridade. Acabei com o tempo de 02h:24m:55s, para as vezes que parei esperava um tempo maior, mas o que interessa foi ter completado a prova. 

Para finalizar tenho que dizer, se não fosse o apoio da malta Correr Lisboa creio que não chegava ao fim e não voltaria a correr tantas vezes seguidas durante a prova, obrigado a todos, vemos-nos nos treinos.