Olá a todos !

Antes de começar, gostava de dar os parabéns a todos que foram correr a Meia Maratona.


(Ainda faltam aqui alguns Vicentes)

Muitas estreias, muitos recordes, e mesmo para quem não foi nem uma coisa nem outra (como eu), parabéns na mesma :)

Esta é a prova que mais vezes corri... 3... Ok não são assim tantas vezes eh eh eh

Foi a minha primeira Meia.

Fiz-la há 2 anos. Na altura nunca tinha feito mais que 10k e nem sabia se iria aguentar.

Lá a fiz com muita calma e acabei em 2:01:35.

No ano passado, tal como este ano, foi a prova que fiz a seguir à Maratona de Sevilha (estreia na altura), e como não sabia como o corpo ia reagir, fui a um ritmo confortável para mim, sem entrar em loucuras, e lá acabei em 1:32:56.

Este ano tinha como alvo andar pela 1:27, mas se me sentisse bem, quem sabe, com sorte até um pouco melhor.


6:30 da manhã acordo.

Banho, vestir, pequeno-almoço e estou pronto.

Metro e caminho de ferro para a partida.

Em Sete-Rios encontrei malta amiga da Salsa. Eles iam fazer a Mini, a ver se para o ano se arriscam na Meia ;)

Ficámos a viagem toda à conversa até ao ponto de encontro dos Vicentes.

9:30 hora para a foto de grupo.

Logo de seguida ponho-me a caminho da partida.

Lá perto, faço algo que, com muita sorte, se poderia chamar de aquecimento.

Enquanto mais ou menos ia aquecendo, pus-me a pensar nas provas que tenho feito.

Nas Meias que tenho feito, regra geral tenho ficado em guest houses/ pensões etc. que ficam o mais perto possível da partida.

Acordo 2 horas antes da prova e muitas delas têm bengaleiro.

Como é normal, estas corridas têm muito menos gente, permite aquecer perto da partida com calma e dá para uns 10/15 minutos antes ir para a partida. E mesmo que não fique nas primeiras filas, em pouquíssimo tempo consigo começar a correr.

Quando me coloquei junto com o pessoal na zona da partida ainda faltava quase 1 hora para o início.

Tanto tempo!!! É de lamentar que a logística desta prova não seja mais fácil!

Uma largada por tempos e espaçada iria tornar este percurso muito mais agradável.

Bom... passada a ponte lá vem a descida para Alcântara.

Aí, um pouco mais folgado, tento recuperar o tempo perdido a correr na ponte.

Até aos 12k senti-me bem, mas incomodava-me muito o som das chaves de casa no bolso, não havendo bengaleiro é isto.

Durante toda a prova, pareceu-me que havia um pouco mais de público relativamente aos anos anteriores.


Se sim, é bom sinal. A "moda" da corrida está para ficar, e com isso creio que aos poucos e poucos vamos criando uma cultura de apoio a quem corre.

Nesta prova, havendo dois pontos de retorno (Cais do Sodré e Dafundo), permite que muitos Vicentes se cruzem o que é sempre óptimo. Para quem já correu a prova já sabe o que é, para quem foi a primeira vez aposto que ouviu várias vezes "Vai Vicente!"

Digam lá... É ou não é bom correr de amarelo? ;)

Mesmo dos passeios muitas vezes ouvi.

Depois de ter feito o retorno no Cais do Sodré, algures na zona de Santos uma coisa aconteceu que é grave.

A 24 de Julho tem 2 vias em cada sentido, ao meio há um traço contínuo.

No sentido que estava a correr, a curva era para a direita, e por isso mesmo ia correndo junto ao traço contínuo.

Ia... tentava.

Devido ao facto de milhares de corredores partirem ao mesmo tempo, havia uma massa enorme de pessoas em direcção ao Cais do Sodré. E essa massa toda ocupava 3 das 4 vias.

Ou seja, nós que estávamos já apontados para os Jerónimos, tínhamos de fazer a curva por fora porque as pessoas não respeitam o seu espaço.

Percebo o porquê dessa atitude, todos querem correr e não há espaço (daí a história das partidas separadas).

Houve por duas vezes que tive de berrar "Cuidado!", pois não só as pessoas corriam em "contra-mão", como iam a olhar para o lado.

Experimentem fazer isso a conduzir... errr... não, não façam isso :)

Depois dos 12km comecei a sentir as pernas a prender e a partir daí não consegui manter o ritmo e fui aos poucos e poucos abrandando.

Comecei a ficar desanimado, esperava um pouco mais de mim. Pensava no tempo que ficámos todos em pé à espera que a prova começasse, o "aquecimento" que não aconteceu e o calor forte que se começava a sentir.

Até aos 17km corri bastante desanimado, pensado por vezes em desistir pois não me estava a divertir.

O que me manteve na prova foram os vários apoios de outros Vicentes e uma surpresa que tinha guardada para a Sandra.

Ao fazer o retorno no Dafundo, encontrei um amigo da Salsa. Foi para a rua com o filho, que nem 1 ano tem, apoiar o pessoal.

Foi uma grande surpresa para mim e deu-me mentalmente um boost que precisava.


A caminho da meta, de novo o apoio da Onda Amarela.

Houve então um momento que num período de 1min devo ter ouvido umas 7/8x "Vai Vasco" ou "Vai Vicente", e um corredor que estava ao meu lado disse em tom de brincadeira "Então e Vai Rui não?" 

Pouco tempo depois, lá cheguei à meta acabando a prova em 1:29:24.


Já fiz provas mais rápidas e outras mais lentas, mas esta foi sem dúvida das mais complicadas de terminar.

No fim a surpresa planeada... Medalha de Ouro para a fotógrafa número 1 dos Vicentes.


Pergunta...

Quem é que conseguiu comer a banana que estavam a oferecer? Mais se assemelhava a uma arma "branca".


Ponto positivo: O quase constante apoio mútuo dos Vicentes devido à existência de 2 pontos de retorno. 

Pontos negativos: Hora tardia do início, o arranque de mais de 30.000 pessoas ao mesmo tempo.


A próxima é Meia Maratona de Barcelos.

Até lá! ;)