Pensei muito se deveria escrever este texto ou não. Por ser um texto com menos humor (desculpem lá) mas mais intimista, decidi fazê-lo porque acho que é importante, não só partilhar as conquistas como também o que as antecede.

Se no mês passado o tema foram as quedas, este mês é o medo. Medo de ter mais lesões, medo de não melhorar, medo de não aguentar fisicamente, medo de não conseguir fazer a meia maratona, medo de desiludir.

Depois das lesões foi mais uma vez altura de recomeçar do quase-zero, mal conseguir acompanhar o grupo dos 7 (média de 7 min/km) onde para além de ser a última a chegar não consigo fazer tudo sempre a correr. 

Nas provas, tal como nos treinos, o facto ter que ser "arrastada" para conseguir chegar ao fim, desmotiva-me. Agradeço a todos o apoio que me deram, não quero me interpretem mal, mas simplesmente custa muito saber que já fiz melhor que isso e agora não o consigo fazer. Não consigo ver evolução e a data para a meia aproxima-se a passos largos.

A motivação e a vontade este mês foram quase nulas, perdi o gosto que tinha em correr, senti que o pouco que fazia estava a fazê-lo quase por obrigação. Cada vez que corria ficava mais desmotivada, não havia um treino que acabasse e me sentisse bem.

No entanto houve 2 pontos positivos este mês: o primeiro treino para iniciados do Correr Lisboa - deve ter sido o único treino do mês que me correu bem e que gostei de fazer, foi a novidade e pude ir ao meu ritmo sem medo de me perder ou de atrasar um grupo inteiro. 

O segundo foi o Evento Solar adorei correr pelas ruas da minha cidade, aparecer num jornal desportivo e ainda ver um pôr do sol fantástico a bordo de um barco no rio Tejo.

Encontrei por acaso esta frase na parede de um bar já no final do mês, espero que seja um bom presságio para o que me resta desta aventura. 

"A melhor parte de mim é quando me supero"